necessidades

Aprendi a não precisar dele. E foi então que entendi quando, em Closer, o Dan diz pra Alice que ama Anna porque ela não precisava dele (“Eu a amo porque ela não precisa de mim.”). Acho que é isso; mas é claro que perceberia tarde demais (é tarde?). E agora aprendi meio que arduamente a não precisar com tanta dificuldade dele. Agora não preciso mais do que julgava ser essencial; e era. Mas acabou deixando de ser, porque com o tempo outras coisas se fizeram essenciais para que eu seguisse com a tranquilidade que precisava, com a tranquilidade que eu buscava nele. E eu não ia encontrar, não do jeito que eu procurava.
Agora eu encontrei, depois de anos. Encontrei tranquilidade, encontrei amor, encontrei preocupação e amizade. Até segurança eu encontrei. O que eu buscava era isso, mas demorei a perceber que meu jeito era era sedento, desesperado; e essas sutilezas exigem da gente uma serenidade que eu não conseguia.
Quando me forcei a não precisar, ou melhor, quando precisei e não tive (e por mim tudo bem), enxerguei que na verdade eu não precisava mesmo.
E agora me sinto livre (até pra precisar dele, quando for o caso).
E talvez só agora eu ame, verdadeiramente.


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