essência

Sabe aquele passarinho solitário? De novo ele, só que já era outro. Sempre é outro, mesmo que seja o mesmo que vi pela primeira vez quando pensei em você. Não importa, mas eu o vi.
Hoje tive várias ideias, revi inúmeras vezes uma performance de dança e senti uma saudade igual a que já estava sentindo de você. Pensei como seria ir para um galpão vazio, todo iluminado pela luz do dia mesmo, mas tão vazio que ecoaria o mais silencioso dos gemidos.
Então eu coloco Lenine e vou. Improviso algo, deixo meu corpo livre, danço de olhos fechados, fazendo coisa qualquer, enquanto você me fotografa. E enquanto você ouve uma voz com sotaque familiar dizendo que “no dia em que ocê foi embora eu fiquei sentindo saudades do que não foi”, eu ocupo todos os espaços que meu corpo sente necessidade de ocupar. E você fazendo parte de tudo, esse tudo que é o espaço a ser ocupado. Esses momentos, sem se realizar, já estão sutilmente ajeitados dentro da forma que, meio assustada, chamo de plenitude. Em pouquíssimos momentos e toques ínfimos, de respiração, do fio de cabelo.. Ali você estaria tão perto da minha essência… E eu, sem esforço algum, também da sua. Porque é a nossa arte, o meu corpo e os seus olhos, nossa sensibilidade do jeito que sai melhor.

Já imaginou?

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