capítulo IX . a aurora

juiz de fora
Que surpresa! Que delícia manhã fria! Eu? Dormir? Não dormi não! Fiquei aqui proseando com você, amanhecendo vagarosa. Pensando na hora certa de levantar silenciosamente, escrever um bilhete e sair pra comprar umas coisas para o café da manhã. Pensando num jeito de abrir a porta sem alarde, pensando no queijo minas mais fresco que tivesse e no leite. Como sempre pensando demais e demorando um pouco pra isso. Mais cedo olhei se tinha filtro pra coar o café e tinha um só! Acho que não tinha café não, mas eu ia comprar. E também ia procurar umas bananas. Tudo ia ficar tão bonito pra você… “vou só esperar clarear, né…“, pensei. E, enquanto isso, confabulava um bilhete: seria muito bonito, seria poético e faria sorrir, como tudo ali.
Mas acabou amanhecendo tarde demais para a surpresa, não teria dado tempo. Esperei sem ansiedade, mas depois não deu mais. Eu dava qualquer coisa pra ver sua cara, ao acordar, não me vendo e encontrando o bilhete que eu teria escrito e que seria lindo.
Por fim, o dia na verdade não chegou a clarear, o que fez da minha espera vã, de qualquer forma. O que também me fez concluir que já devia ter amanhecido há muito tempo também.
O pingado e a laranjada foram d’ali de perto. Sem alternativa, amanhecemos e saudamos a chuva fina que ensaiava cair e o frio dia bom que amanhecia e prometia.
Bom dia!

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