capítulo VIII . a insônia

juiz de fora
Tudo como haveria de ser, principalmente com o calor e o amor daquela preciosidade de bebida e de momento. Eu tentava dizer as coisas… meu Deus, como eu tentava! Havia o que ser dito e isso precisava ser feito de várias formas, mas o sono não permitia que houvesse um diálogo. Acorda, escuta… Ah, não, deixa. Então, no silêncio, escrevi tudo, só observando… Eu escrevi coisas bem boas e bonitas. Pensei em tanta coisa, tanta prosa bonita que até dava um capítulo de livro. Tudo que me veio eu disse; tudo que queria dizer. E eu sei que foi tudo ouvido, perfeitamente compreendido e, de alguma forma, sentido. Sobretudo sentido. Observei o tempo todinho cada detalhe, fiz várias notas, pensei no frio, no sono, no cheiro, na fome, no ar e na respiração, no dia seguinte, nos olhos abrindo. Esperei pacientemente e sem ansiedade alguma por isso; nem pareceu uma espera, de tão agradável. Eu cometeria o descuido de dormir? Se eu dormisse, amanhã ia chegar muito mais rápido… e não podia. Não mesmo, vivi tudo. E eu só pensava em uma coisa: queria por o mundo em uma mesa de café e entregar de presente, com um copo de pingado.

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