para sorrir

Foto: Bi Weiler
Encontrei hoje uma rua cheia de flores amarelas no chão, e algumas poucas felizardas que acabaram caindo no parabrisa de um carro (que certamente faria com que permanecessem mais bonitas por mais tempo). Peguei pra mim aquela felizarda, mas não queria ficar com ela. 
Na verdade, sempre pego flores no caminho, mas elas sempre acabam murchando a medida que o dia de trabalho se esvai. Simplesmente porque não tenho a quem presentear. Fiquei pensando como seria diferente se algumas pessoas estivessem comigo, se eu estivesse indo ao encontro delas. 
Ah, se eu pudesse levar uma florzinha que ia murchar até o fim do dia do mesmo jeito, mas que antes arrancaria um sorriso sincero logo no começo da manhã. Se eu pudesse guardar essa florzinha e, mesmo depois de seca, dar de presente… 
Porque, na verdade, quando ela cai, para de se alimentar, mas ela ainda está um pouco viva. E como não posso entregá-la  com esse pouquinho de vida que resta, eu pego e mentalmente presenteio alguém, que nem fica sabendo do presente. Hoje presenteei alguém que estava triste e, ao mesmo tempo, alguém que tem o Ipê amarelo como sua flor preferida.

Sim, era um Ipê amarelo.

2 comentários sobre “para sorrir

  1. Não devo ser eu, mas se me permite, vou me sentir presenteada. O efeito que você esperava que essa flor fizesse em alguém é quase como o efeito que este post fez em mim. Aliás, adoro ypê amarelo. Só não sei se é minha preferida. Nem sei se tenho uma preferida.

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