humana

Ela deu um suspiro pra ele, e como quem se alimenta de suspiros, ele rapidamente percebeu que ali mesmo deveria ficar e viver, por algum tempo. Quanto tempo? O tempo que fosse preciso para que ele soubesse se valia a pena. O tempo necessário para ela, ao menos, descobrir o seu nome e entender se deveria deixá-lo viver ali com ela por mais tempo. Mas também não sabia quanto. Ela não queria deixá-lo ir embora enquanto não descobrisse porque ele existia para ela. Foi a coisa mais sedutora que aparecera para ela nos últimos anos. Completamente sem registro de coisa parecida em meio a tudo que já vivera. Ela olhava para ele, com um sorriso no canto do rosto, sem saber o que fazer daquilo tudo. O que fazer daquele fascínio que ele exercia sobre ela. De repente lhe ocorreu: como vou alimentar isso?
Ela mesma mal tinha o que comer dentro de casa. Então foi tomada por um leve desespero. Do que ele se alimentaria? Suspiro? – Ela queria verdadeiramente cuidar dele. Foi tomada por um sentimento que considerou pura humanidade e amor.
 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s