impurezas cotidianas

colocar de molho e deixar por alguns dias, deixar que a água e o sabão retire tudo o que há de impuro e depois deixar mais um tempo de molho no amaciante. por fim, estender e esperar pacientemente o vento. deixar quantos dias forem necessários. esperar que fique seco e limpo, para que finalmente possa me embelezar novamente. porque ultimamente está tudo muito impuro e envolto de coisas, sentimentos e olhos ruins. muita sujeira que o vento tem trazido e eu não fecho a janela por teimosia. eu abro as janelas e portas e ainda coloco o rosto pra fora. ainda saio e rio dos outros. mas existe muita impureza em volta e nossas roupas sujam, acumulam pó. e não podemos evitar tanto, porque precisamos viver. o jeito é lidar com isso e lavar bem. não ir onde há mais sujeira, evitar a imundice, a mesquinharia e cuidar mais quando a roupa for branca. e, sobretudo, lavar sempre, mesmo que não seja perceptível a sujeira. não deixar encardir de jeito nenhum. porque quando impregna, não tem mais volta.

foto // anna f. horta

 
 
 
 
 
 
  
 
 

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