quando a maré baixa

pegadasnão acho que tenha sido coincidência que depois de conhecer uma pessoa que faz eu me sentir tão tranquila e serena, meu primeiro encontro com o mar tenha sido igualmente tranquilo e sereno. fazia muito tempo eu só o encontrava bravo. e eu que sempre falei que gosto de maré cheia, percebi que o mar calmo também pode ser profundo a medida que a gente caminha. a medida que a gente segue.

a profundidade existe.

o tipo de obviedade com que a gente precisa ser confrontado pra sentir (o que vai muito além de saber). o mar é profundo e perene, isso independente do seu temperamento. e lá, onde é possível mergulhar, bem mais distante da areia, nadar é muito mais prazeroso, porque além de ser calmo, é possível.

o risco existe, sempre. maré baixa não significa mar seguro e se afastar da areia pode ser muito perigoso. mas eu sempre encarei o risco. não por ser corajosa, porque não enfrento medo algum. e sim por ser destemida, porque quase sempre não vejo motivo pra ter medo.

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